Amo ou sou dependente?

 

Podemos pensar que os relacionamentos amorosos dão um colorido especial para a vida, que podem ser muito importantes e nos encher de alegria. Mas crer que este é o único meio para nosso bem-estar é algo perigoso, porque corremos o risco de ficarmos dependentes do outro para nos sentirmos felizes. E, se este não sabe ou não quer conduzir bem esta situação, podemos ficar em apuros, com um forte sofrimento e com muito medo de que a relação termine.

 

Temos de observar para não confundir amor com dependência afetiva. Frases como: “não vivo sem você”, “sem você minha vida não tem sentido”, podem ser um sinal de alerta para uma reflexão sobre o que verdadeiramente sentimos. O amor não dói, mas a dependência dói.

 

Estou com esta pessoa porque a amo, ou porque tenho medo de perdê-la e ficar só? Esta pergunta muitas vezes não é tão fácil de ser respondida, mas em alguns casos sua resposta pode ser bastante reveladora.

 

Há uma boa analogia que lembra que quando aproximamos as chamas de duas velas, se forma uma única e maior. Quando separamos as velas, suas chamas diminuem, mas não se apagam. Da mesma forma, é maravilhoso quando estamos envolvidos com alguém, mas se por acaso há um término, nossa luz não pode se apagar. Dependendo de cada caso, obviamente podemos sofrer muito com este término, mas por um tempo que pode até ser longo, mas depois a vida segue, porque entendemos e aceitamos que o relacionamento simplesmente chegou ao fim.

 

Podemos pensar o relacionamento como algo que une duas pessoas simplesmente porque é bom ficar ao lado de quem gostamos, e não por ser uma condição para o bem-estar e que nos aprisiona.

 

Gustavo Aurélio

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