Por que a escolha no enfoque psicanalítico?

A psicologia clínica possui três grandes linhas de atuação, são elas: psicanálise, comportamental e humanista. Cada uma é subdividida em outras correntes.

 

Não existe uma que seja superior ou melhor que outra, o que importa é a identificação do profissional e do paciente ao ramo escolhido. Dessa forma, é interessante o profissional se dedicar e se especializar a uma delas e sempre aperfeiçoar seu conhecimento. Desde adolescente me interesso por psicologia, lia e fazia cursos sobre o assunto. E ao cursar a faculdade, meu objetivo era atuar na clínica. Então, já no primeiro ano do curso, começei a conhecer melhor e estudar as vertentes da clínica para escolher uma a seguir e ao longo do curso, pesquisando e estudando os autores psicanalíticos, em conversa com colegas e professores e mediante o estudo e aplicação da técnica psicanalítica em estágios, fui moldando e fortalecendo minha opinião e interesse pela psicanálise como orientação teórica a seguir.

 

A entendo como uma técnica já consagrada, com resultados evidentes e profundos. É pautada num referencial teórico rico e abundante. Nela, o paciente, de repente, se vê já agindo e pensando de uma forma diferente daquela do seu passado.

Breve relato sobre a origem da Psicanálise

A psicanálise é uma técnica de tratamento psicoterápico que conduz o paciente a reelaborar, dar novo significado e libertar-se de certas vivências traumáticas. No uso deste método o indivíduo continua num processo de melhora mesmo após a alta.

 

Sua história pode ser contada a partir da aproximação do médico Sigmund Freud (1856 – 1939) com médico francês Jean Martin Charcot (1825 – 1893), a quem se credita certas contribuições médicas não invasivas e inovadoras para a época, por meio da hipnose. Charcot conseguia atender casos de histeria com os quais nenhum outro profissional obteve sucesso (histeria é um quadro no qual o paciente é acometido por sintomas corporais, muitas vezes apresentados de forma exagerada e sempre vinculados a simbolizações particulares e inconscientes, como convulsão, paralisia, cegueira – exemplos de histeria de conversão).

 

Num segundo momento, Freud (ainda estudante) trabalha com Josef Breuer (1842 – 1925) que, assim como Charcot, era um conceituado médico e que gozava de certa fama. Em sua técnica, Breuer durante a hipnose, incentivava seus pacientes a falar tudo o que lhes vinham a mente no momento do surgimento de um sintoma histérico. Assim, descobria-se o que o paciente gostaria de ter dito e não disse, o que gostaria de ter feito e não fez. Isto contribuía para a diminuição do sintoma por lhe proporcionar uma descarga emocional capaz de anular os efeitos de alguma experiência traumática.

 

Em síntese, ao acompanhar o trabalho destes médicos, Freud observou a ocorrência de fenômenos que foram fundamentais para o posterior desenvolvimento da técnica psicanalítica. Dentre estes fenômenos, podemos citar a transferência, no qual os pacientes transportavam e vinculavam à relação terapêutica, e mais precisamente à figura do analista, certos anseios de que não tinham conhecimento; o conceito de inconsciente, que surgiu da observância de que a essência do tratamento ocorria na verdade num patamar de consciência que o paciente não tinha percepção; e a resistência, em que ações do analisando eram contrárias ao desenvolvimento do tratamento e assim de sua recuperação.

 

Embora a psicanálise tenha passado por atualizações desde a época de Freud, ela atualmente permanece com a base legada de seu fundador. E, hoje em dia, tanto sua base teórica como a técnica em si recebem comprovação por meio de diversos estudos de neurociências e experimentos como os eletrofisiológicos e de ressonância magnética.

 

Bibliografia:

 

Freud, S. (1923/1996). Cinco Licões de Psicanálise, Leonardo da Vinci e outros trabalhos. Obras Completas. Vol. XI. Rio de Janeiro: Imago;

Roudinesco, E. e Plon, M. (1998). Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar;

Ribeiro, S. (2007, 2 de dezembro). Um Século depois, a vez do ‘Neuro Freud’. O Estado de São Paulo, São Paulo, Caderno J, p. 5.

Orientação Vocacional/Profissional

Várias pesquisas apontam para a quantidade de jovens que, por não se identificarem com a faculdade, abandonam o curso nos seus semestres iniciais, a desistência chega aos 40%. Bem como, sabemos que muitos dos alunos que estão para concluir o Ensino Médio não estão decididos sobre qual rumo profissional tomarão com o término do terceiro ano. Neste sentido, a orientação vocacional/profissional (OVP) é um processo que auxilia o orientando chegar à escolha de uma profissão a seguir.

 

A OVP é um caminho de autoconhecimento, no qual levamos em conta a hereditariedade e o ambiente como fatores fundamentais aos aspectos psicológicos que influenciam a escolha da profissão a se dedicar no futuro. A decisão final está vinculada a fases específicas de desenvolvimento e cristalização de interesses sobre os quais o indivíduo selecionará o que lhe for mais viável, levando em conta sua identidade e a realidade externa.

 

Dessa forma, a escolha profissional deve ser consciente, baseada no conhecimento de si próprio e nas possibilidades objetivas.

 

A OVP ocorre em dez encontros estruturados. Nesses encontros são trabalhadas questões como: história de vida, identidade vocacional, autoconceito, interesses, aptidões, sensibilização da escolha, vínculo com trabalho e seu significado.

 

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